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terça-feira, 18 de agosto de 2009

eBooks - Biblioteca digital

1 coisa(s) escrita(s) depois
Este artigo é dedicado a todos aqueles que gostam, ou que precisem de ler, e para aqueles que passam muito tempo em frente ao computador mas não lêm nada. Porque é sempre bom ler, e para facilitar a vida a aqueles que não podem comprar livros, estão aqui algumas dicas para não deixar que a falta de recursos financeiros seja um antrave na aprendizagem e no lazer.

Umas das coisas que mais gosto são os livros. Ler é muito bom, e necessário. Mas gostar não é suficiente. Sobretudo nestas épocas em que as vacas gordas foram À vida os porquinhos tem estado mal nutridas não se pode dar ao luxo de comprar todos os livros que se quer. Eu que sou estudante estou sempre precisando de livros e de informações específicas, então de uns tempos para cá tenho apostado sobretudo em livros digitais.

Vagueando pela net tenho feito download de tudo o quanto são livros e artigos. Se o meu pen drive fosse uma biblioteca – e de certa forma é – eu diria que ela está bem rica.

Infelizmente não faço download de todos os livros que quero, não por não querer mas por o meu pen drive estar lotado; tenho que comprar um outro pen ou quem sabe um disco externo. Como não posso fazer download de todos os livros guardo os links para que sempre que aparecer um lugarzinho no meu pen eu possa botar lá mais uns quantos livros.

Normalmente costumo fazer download de livros no 4sahred. Já agora deixa eu aproveitar para deixar alguns links caso queira fazer download:

Curso de desenho

Religião

Anatomia humana


Banda desenhada

1, 2, 3, 4


Livros escolares
1, 2

Vários(Livos bons e úteis)
1 2 3


Fazer download de eBooks em Google Books

Para quem costuma procurar livros em Google Books sabe que o maior problema é não poder fazer download dos livros. Bom, para resolver esse problema basta usar o Google Book Downloader.

O Google Book Downloader é um utilitário gratuito que você pode usar para fazer download de livros do Google Books no formato PDF. O programa permite fazer download de qualquer livro marcada com a opção Full view da biblioteca Google.

Boas leituras.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Acima do peso...abaixo da sociedade

1 coisa(s) escrita(s) depois
E eu não quero perder peso.

As pessoas são preconceituosas em relação às pessoas gordas. Não era preciso nem dizer isso, tu já deves ter reparado nisso. E sim, vou continuar a dizer gorda porque é isso que são e não nenhum mal em o serem.

Não seja tão cruel só porque alguém não é fisicamente parecido com todo mundo.

Tu achas que és melhor do que as pessoas gordas só porque tens um "belo" corpo, mas nada de cérebro para pensar e aceitar as pessoas gordas como elas são? É um crime ser-se gorda? As pessoas não são monstros que devem ser abatidos ou excluídos da nossa sociedade. Não seja idiota. Use o teu cérebro e pense por si.

Estarei a ser ingénuo a dizer isto mas, não tenha vergonha de ser quem tu és; olhe-se no espelho e sorria. Estás óptimo. O complexo é coisa de uma sociedade controladora e paranóica.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Obrigados a pedir

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“Um pouco de atenção. Uma oportunidade. Apoio.”

É nestas frases que, muitas vezes, se traduzem os gestos ou simples palavras de pedido de ajuda que diariamente, por ruas e becos da nossa cidade são encenados por aqueles que não tiveram mesma sorte na vida que muitos de nós.

São, sobretudo, pessoas portadoras de alguma dificiência que viram suas vidas limitadas no que toca ao desempenho de algumas tarefas essenciais na vivência do dia-a-dia, na realização de determinados trabalhos. Quase sempre julgadas por uma sociedade onde a mentalidade e as condições são precárias, essas pessoas ficam de parte, por vezes até esquecidas, e assim são obrigadas a recorrer à vida de pedinte para sobreviver.

Euclides é uma delas. Jovem portador de deficiência, cedo se viu obrigado a pedir para poder sobreviver. Em bébé, aos oito meses, já se confrontava com o problema que ia mudar para sempre a sua vida: a poliomielite. Com a demora no tratamento e o alastramento da doença, viu-se de imediato privado de um bem muito importante no dia-a-dia de uma pessoa: os pês. Confrontado com problemas financeiros, cedo, aos dez anos, se viu “obrigado a ir para a rua pedir para ajudar a família”. Ele conta que “com a mãe desempregada e várias irmãs, houve vezes que passaram sem jantar. Algumas vezes passei dias fora de casa a pedir para trazer dinheiro para alimentar a família”.

Mas o drama da vida de Euclides não fica pelo problema financeiro. Uma vez teve de largar a Escola para trabalhar e ajudar a família. Mas o problema foi quando “tentei estudar no Liceu e não consegui por causa da minha situação”. Com a ajuda de uma alma de boa vontade agora estuda no Teto Zero o 12º ano.

Mas a maior dificuldade que enfrenta é mesmo “a sociedade”. A nossa sociedade tem ainda uma mentalidade mesquinha, assim "julgam pela aparência, por isso não consigo demostrar as minhas capacidades porque não me dão essa oportunidade”.

Um dos grandes erros das pessoas é pensarem que as esmolas significam, apenas, ajuda. Quando se dá esmolas muitas vezes está-se a invalidar cada vez mais a pessoa, porque ela fica viciada em apenas receber sem fazer qualquer esforço para o conseguir .

As dificuldades que um deficiente tem de enfrentar na vida não acabam com a indiferança e muito menos desaparecem com esmolas. Porquê não dar a vara e anzol e ensiná-los a pescar em vez de lhes dar peixe todos os dias? E se um dia não puderes mais? Ele diz que a rua “não é apenas um lugar onde ganho dinheiro para ajudar a família, é também o lugar onde vejo, aprendo e vivo na sociedade. Tenho lá amigos e são eles as pessoas com quem aprendo a ver o certo e o errado”.

Quanto aos planos para o futuro, ele diz: Quando acabar de estudar quero arranjar um emprego. Só não arranjo um agora porque quero ter tempo para estudar e assim dar valor ao que as pessoas estão fazendo por mim pagando meus estudos”. Mas o que Euclides quer mesmo “é fazer curso de arquitectura”.

Euclides é apenas um dos muitos jovens que se encontram espalhados pelas ruas da nossa cidade, uns com tristeza pela sua sorte outros nem por isso, mas todos com o mesmo objectivo: uma vida melhor. A verdade é que em meio de contrastes e controvérsais , o país desenvolve e sobre mais um degrau. Ao que parece muitos dos dificientes permanecem ainda perdidos e quase esquecidos no meio de muitos problemas que assolam a nossa sociedade, mas se cada um de nós fizer um esforço para ajudar, é mais um passo para melhorar suas vidas.

Enquanto isso eles permanecem de mãos estendidas à espera de um dia receberem não só uns simples trocos mas uma mão amiga.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Globalização - influência na personalidade juvenil

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Hoje em dia todo o mundo fala da Globalização, mesmo que não tenham um conceito complexo desta. Todos vêem o lado positivo do fenómeno, sem darem conta da degradação cultural no dia-a-dia, começando por nós jovens.


A globalização, num conceito minimamente resumido, é sinónimo de conecção/ligação das várias partes do mundo a nível social, cultural, económico e político. No nosso país vemos os efeitos da globalização sobretudo nos jovens, o que explícito, principalmente, no modo, de vestir e agir.
Os meios de comunicação como DVD, TV e principalmente a Internet põem os jovens em contacto com outras culturas e eles cabam por aculturar aquilo que vêem e ouvem . Isto é demonstrado, por exemplo, no estilo Thug que muitos adoptaram.


Os pais, ocupados em trabalhar para manter o bem-estar da família, deixam os filhos entregues a si mesmos e ainda lhes dão pouca atenção, o que tende a gerar muitos problemas. Aí a personalidade dos jovens, hoje em dia, acaba por ser formada, principalmente, pelos meios de comunicação, que funcionam como os seus educadores.


Com isto os jovens acabam por perder a sua própria cultura, e aspectos importantes dessa cultura que os mais velhos tanto preservaram, como certos valores. Por isto não é exagero afirmar que a nossa cultura, com as suas características únicas, está em vias de extinção.
Os mais novos já nascem com uma nova cultura: a da sabedoria precoce de coisas não que deveriam ser permitidas às crianças. Assim, mudam os tempos e o comportamento de crianças e jovens também.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

E assim, aos poucos, morre a caligrafia...

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O meu professor de inglês falou-me uma coisa que me fez pensar seriamente na direcção em que caminha a humanidade; ele disse que quando andava na primaria tinha teste de caligrafia e que esta valia uma boa percentagem da nota. Com certeza naquele tempo que o computador ainda não estava na moda, ou então pouco difundido, ele seria considerado como o milagre, a salvação.

Hoje, felizmente, temos o teclado, maquinice, como alguem costuma dizer,(para tudo: botões) e já não precisamos de fazer com que a primeira letra do parágrafo tenha o mesmo tamanho que a distância entre a linha inferior e a superior nem que as letras a seguir tenham um tamanho que não ultrapasse a distância média entre as duas linhas. Pois é, abençoado seja o teclado, maravilhada seja a tecnologia. Abra a porta: botões, lava a roupa: botões, fazer compras: botões, pensar: botões, será que há alguma coisa que façamos sem que entrem os "botões"? Ah!! Já sei, amar! Não!! Até aí entram botões. Acredite.

Eu fico muito contente com o avanço da teconologia e com os seus botões, que nos têm tornado a vida mais simples e duradoura. A grande verdade é que os dedos das pessoas começam a atrofiar-se, e daqui a pouco vai o cérebro e como diz uma amiga minha "o ki kabeça bai corpo nem si fulia"(quando a cabeça já não funciona, o corpo já de nada serve). Pois é, começei com a caligarfia porque parece estar na base de tudo - estou a falar das mãos, dos nossos queridos dedos, que foram para nós essenciais no processo da evolução. Já não precisamos deles: daqui a pouco chega a selecção natural a ditar: se não sabe teclar não passa à proxima fase da evolução.



Eu não estou a falar dos dedos, estou a falar do facto de o ser humano ter evoluido tanto que até os próprios sentimentos começam a atrofiar-se. O homem tende para a máquina e como uma máquina ele não pensa nem sente, faz apenas aquilo para que está programado sem avaliar que cada pessoa é diferente e que cada situação tem algo de único. Pedir a uma máquina que determine se devo ou não confiar numa pessoa? Por favor!! Não venha julgar uma pessoa com base na resposta de uma máquina. Foram construídas para serem precisas mas foram construídas para seguir ordens, não para pensar.


Virá a crainça a quem se se perguntar quanto são dois e dois, se não tiver uma calculadora não vai saber responder porque a sua cabeça depende da máquina. Já se começou a fusão do homem com a máquina - cyborg. Parabens!! A sério!! É muito bom poder ter o braço, a perna ou sei lá o quê mais, de volta. Eu apoio que os cientistas usem esses métodos para "reparar" as pessoas que perderam parte do seu corpo. Mas o que não espero que façam é que removam os nossos sentimentos.


Que venha a tecnologia e o progresso, mas que venham e nos ajudem, trabalhem connosco mas não nos ponham de lado. 'Tá bem!! Talvez eu esteja a exagerar mas, a verdade é que cada vez mais a espécie humana tem-se tornado numa massa inerte que deixa todo o trabalho ao poder das maquinas, até pensar, uma das funções mais básicas do ser humano.

É verdade que se pode fundir o homem com a maquina mas, nunca fundam a maquina com o homem.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Campo de concentração de Tarrafal: as histórias que não foram contadas

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Para quem vem de fora, digo, de fora do Tarrafal ou de fora do país, o CCT não é nada mais do que um presídio para onde eram exilados os presos políticos portugueses e outros de menores delitos. De facto o campo era um presídio mandado construir pelo Salazar de Portugal, na época colonial; primeiro não passava de 12 barracas de lona, para onde exilava aqueles que tinham ideias liberais e outros que simplesmente e por qualquer motivo menor eram presos; mais tarde o campo passou a ser presídio de presos políticos cabo-verdianos e, por último, passou a ser o primeiro quartel militar de Cabo Verde.

Campo de Concentração do Tarrafal.

Agora, que fique aqui um detalhe acerca da escolha do Tarrafal para a construção do presídio: sempre se escolheu Tarrafal, o primeiro foi o de São Nicolau, mas fracassou, por isso foi feita na ilha de Santiago. O nome Tarrafal significa “mal”, isso pode ter sido porque de facto de origem latina a palavra signifique isso mesmo ou porque uma planta chamada Tarrafal abundava nessa área.

Se eu te dissesse que aquele presídio era uma verdadeira escola com certeza havias de duvidar. O presídio era uma comunidade de intelectuais que, apesar do regime duro sob o qual se vivia, tinham tempo para trocar conhecimentos. Só para teres uma noção a primeira máquina de gelo do país foi inventada por eles; uma vez salvaram famílias de ficarem sem pagamento ao fazerem uma chave para abrir o Banco na Praia, capital de Santiago e de Cabo verde, construíram a central eléctrica, construíram caris para transporte de água de fora para dentro do presídio. Um indivíduo que chegava como um analfabeto saia de lá já um homem instruído e letrado.

O campo era um verdadeiro despejo de condenados à morte. O médico dava uma grande ajuda na morte dos presos. O senhor doutor Prata, primo do Salazar, que foi mandado ao presídio como médico, isso de fachada, porque na verdade estava lá mais para fazer o registo de óbito do que para ajudar, só requeria medicamentos da metrópole para vender aos moradores de Tarrafal. Os médicos, presos, que ajudavam os seus companheiros de campo eram castigados.

Actualmente o campo é um museu mas o governo tem outros planos para o campo: transformá-lo ou numa escola, ou num presídio, para aliviar a cadeia de São Martinho, ou uma unidade hoteleira, ou centro de juventude, ou simplesmente deixá-lo como museu.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Parque Natural de Serra Malagueta

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“As atitudes que devemos ter em respeito ao ambiente são importantes para a nossa vida hoje, e ainda relevantes para a vida dos nossos filhos, netos e gerações vindouras.” Baseando-se neste lema o governo de Cabo Verde, co-financiado pelo Fundo Mundial do Ambiente e pelas Nações Unidas, criou e realizou o projecto Parque Natural Serra Malagueta com o objectivo de preservar e conservar as espécies endémicas da região e do pais.


O Parque Natural situa-se na montanhosa localidade de Serra Malagueta abrangendo parte de três concelhos: Santa Catarina, Tarrafal e São Miguel, sendo este ultimo de maior abrangência.
A definição do limite das áreas protegidas é feita segundo a biodiversidade, a estrutura geológica das áreas e as populações urbanas.

Parque Natural de Serra Malagueta.
Para que tal iniciativa tenha sucesso a Equipa da Área Protegida de Serra Malagueta tem também como tarefa a sensibilização e formação das comunidades locais para a necessidade e as vantagens da preservação dessas áreas. Por exemplo uma das iniciativas que a equipa teve foi a de dar formação a algumas pessoas dessas populações locais de como usar a reciclagem na fabricação de utensílios 100% ecológicos e ainda ganhar com o seu comércio. Então, como pode constatar o projecto visou também beneficiar as comunidades, sobretudo com o desenvolvimento de eco turismo.


Um dos projectos louváveis desenvolvido pela equipa é o do aproveitamento da chuva oculta. Usando redes, situadas em determinados lugares onde o nevoeiro é mais intenso, obtendo-se agua que é destinada às populações. Tanto o ambiente como as populações são beneficiadas.


O projecto está a ser desenvolvido em todo o arquipélago com os mesmos objectivos.