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sábado, 27 de abril de 2013

Heartwashing: Como a ficção modela as nossas emoções

2 coisa(s) escrita(s) depois
É possível que a certa altura tenhas sentido (ou sentirás) que as tuas emoções não correspondem, ou não estão à altura de, a um dado evento. Por exemplo, alguém que te é próximo morreu, mas não lamentas a morte desse alguém tanto quanto queres ou achas que devias. Talvez nesse momento uma pergunta te cruzasse a mente: O que há de errado comigo? Será que não tenho coração? 

Não se trata disso, o teu estado psíquico está em ordem, o problema é o próprio evento: ele não apresenta a maquilhagem necessária/indicada para sentires as emoções que achas que deverias sentir; a luz é demasiado intensa, a música não é melancólica, os figurantes não têm expressão, enfim, a cena não é cinematográfica.

Talvez já tenha acontecido de teres visto um filme no qual figuram esses elementos acima mencionados, inclusive falta a daquelas barras pretas no topo e no fundo da tela que dão o efeito 16:9 à película, e por isso não gostaste do filme, achaste-o antes uma filmagem amadora feita por pessoas normais, e portanto os teus sentimentos em relação a esse filme foram normais. Por outro lado, os filmes de drama dos grandes estúdios  têm o poder (monetário e estético) de fazer as pessoas chorarem.

                                                                                                 via: The Film Pilgrim
Cinema: "Esta é a parte em que é suposto chorares, que nem um bébé."


O que se passa é que a ficção – TV, cinema, radio, livros, etc., têm vindo a ensinar-nos como devemos sentir e como devemos nos comportar face a diferentes situações da vida. Por exemplo, é aconselhável fugir quando vemos uma pessoa com uma arma, mas os romances ensinam-nos que devemos ser heróis e arriscar a nossa vida; sendo que a diferença é que na ficção as coisas correm sempre bem, mas na vida real as coisas podem (e muitas vezes) ir de mal a pior. O mesmo se aplica às relações amorosas. 

Da mesma forma, a media manipula a maneira como os telespectadores vêm as guerras, a fome e as outras (grandes) tragédias que caem sobre a raça humana. É uma questão de editar os factos antes de servi-los numa bandeja prateada e decorada.  Portanto, se queremos tornar algo mais emotivo há que se acompanhar esse algo com uma música a condizer, por exemplo. 

                                                                                                        via: theguardian
TV: "Nesta imagem vê-se a guerra. 
Os cidadãos (aparentemente sem armas) são os inimigos." 

E isso é tão prático que até nas relações amorosas, onde os sentimentos são dos mais genuínos por causa da natureza pura e bruta das paixões, as pessoas esperam ver algo parecido com o que vêm nas comédias românticas. Daí que aparecem as desculpas: “Eu não senti o click.”. Se bem que esse click tem a ver (também) com o próprio organismo de cada indivíduo, mas isso é um assunto para outro post.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Média que odeia mulheres

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Quantos filmes, este ano, têm mulher como protagonista? Ok, vou facilitar: quantos filmes, você se lembra, que têm a mulher como protagonista? É difícil de lembrar, não é? Quase tão difícil quanto você tentar ver mentalmente a sua cara.

São raros os filmes, novelas e livros que figuram a mulher como personagem principal. Ao longo dos anos o cinema e a televisão têm-nos ensinado que a mulher é, no máximo, o troféu do herói no fim da sua jornada: você é homem, derrota os mauzões e recebe uma (linda) mulher como recompensa. E o filme acaba. E a mulher nem precisa falar (raramente tem alguma fala nos filmes, e quando tem essa normalmente é para encorajar ou agradecer o herói, ou conversar com outra mulher sobre o homem de quem gostam).

                                                                                                   via: Блог Джипси
"É melhor que eu receba a minha mulher depois disto ou 
vou chamar alguém de puta. Ou choro."

Curiosamente, apesar de o ocidente defender “fortemente” os direitos da mulher, esta ainda é geralmente vista como uma posse do homem, dona de casa obediente e figura frágil que deve ficar num canto e deixar o homem cuidar dela. Isso é irónico, uma vez que a mulher é mais forte que o homem. É; menstruações mensais, bebé na barriga durante 9 meses (12 para os mais preguiçosos), parto e a luta constante para estar ao nível do homem. Basicamente como nos países mais “acatados” do oriente.

Ao mesmo tempo a média ensina o homem a ser homem e, como tal, dono da mulher. “Derrote os mauzões, oferece-lhe flores, trate-a mal, etc. etc.” E a mensagem mais importante: homens e mulheres não podem ser amigos, nem iguais. Quantos filmes você já viu em que um homem e uma mulher têm uma conversa profunda sobre os problemas sociais, o sentido da vida ou ideias para tornar o mundo um lar melhor? Sem terem de beijar ou fazer sexo no fim da conversa?

                                                                                   modificado de: POYKPAC 
Instituição Correccional Para Nice Guys; e Fábrica de Jerks.

O nice guy é, na verdade, a hipocrisia e a materialização dos ideais ficções românticas, e o jerk  é a versão mais consciente do nice guy –as mulheres também pensam. Claro que existem filmes com mulher como protagonista, e em que essas não têm que recompensar um homem ficando com ele no fim do filme, mas são raros; assim como filmes em que homens e mulheres não têm necessariamente que ser só amantes. E é desses filmes que precisamos para mudar esta mentalidade que frusta tanto mulheres como homens e degenera a sociedade.



[Parcialmente baseado]

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Do 3º Mundo com amor

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Querido 1º Mundo,

Muito obrigado por me tentar ajudar a resolver os problemas que você causou.
Problemas como: colonização, fome e guerra.

Fico-lhe tão grato por se ter dado ao trabalho de sair da sua casa, que fica na outra metade do mundo, para me vir trazer à minha casa os modos do homem civilizado, uma vez que viver em tribos, caçar animais e fazer fogueiras com cantigas à noite, enfim a vida incivilizada, era uma vida demasiado horrível para mim.

As nossas riquezas já nos estavam mesmo a pesar. Obrigado.

Obrigado por me ter mostrado que só existe um Deus, a necessidade obrigatória de vestir roupa de acordo com a moda e a obrigatoriedade de passar 10 a 15 anos na escola a aprender coisas para eu poder me adaptar a este ambiente em constante mudança que você criou.

Mais uma vez muito obrigado.

Com os melhores cumprimentos,
3º Mundo

domingo, 2 de setembro de 2012

Sexo até em eletrodomésticos e o olho cego da moral

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Eu não sei bem porquê, mas suspeito que o sexo seja algo muito atraente por ser a principal forma de reprodução entre os humanos. E desconhecendo o verdadeiro sentido da vida , prefiro acreditar por enquanto que é o de as pessoas fazerem mais pessoas - que nem bactérias numa caixa de Petri. Por causa dessa atratividade do sexo as pessoas que já repararam nisso aproveitam para o colocar em tudo. E a mulher como o "instrumento" principal do sexo, por ser a responsável por carregar o produto do sexo - o filho, é o principal alvo dessa exploração do sexo.

Pode não ser o objectivo final, mas é definitivamente a lógica.

Os publicitários conhecem muito bem essa atratividade do sexo, e por isso usam isso em quase todos os seus trabalhos para conseguirem vender o que quer que estejam a vender, mesmo que for um eletrodoméstico como micro-ondas ou tostadeira.

Sim, podes sempre embebedá-la com cerveja. 

Tal como os publicitários, existem pessoas em outros ramos que também sabem aproveitar deste fenómeno global: cineastas, estilistas, modelos, prostitutas, etc. Eu tenho nada contra prostitutas por usarem o seu corpo para ganharem o seu sustento. Em primeiro lugar não estão a prejudicar os outros, a menos que passem doenças, roubem ou matem, ou outras coisas do género. Outras pessoas usam o seu cérebro, ou os pés, ou as mãos, ou os cabelos para ganhar o sustento; o que tem de mal usar a vagina ou os seios para ganhar o sustento? Devia eu então ser contra as modelos? Porque sim, não é pela inteligência que as modelos são modelos, é pura e simplesmente por causa do corpo; e até passam isso na TV como se fosse algo nobre, à medida que alienam as atrizes pornográficas; e falando de atores, estes também dão beijo na boca e encenam cenas de sexo, mas ninguém liga para isso, mesmo isso acontecendo durante uma sessão da tarde de Domingo, com a família toda reunida. E no fim são considerados realezas e pagos milhões por causa disso.

O olho cego da moral não vê a "imoralidade" dos actores "normais".

Os atores e atrizes pornográficos são alienados provavelmente por causa do fato de a vagina e o sexo serem considerados algo sagrado, já que são a principal via de perpetuação da nossa espécie. Se esse for o caso, talvez em alguns séculos o sexo seja uma forma secundária de reprodução e aí não farão tanta pressão sobre a pornografia. A menos que nessa altura a pornografia seja proibida. Mas, também nessa altura talvez as pessoas deixem de fazer sexo porque quando perceberem a relação entre sexo e violência a sociedade poderá vir a ser totalitária.

sábado, 31 de março de 2012

Incesto: doenças recessivas e a nova ordem de Deus

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Por razões que não entendo ainda, depois da experiência falhada no Jardim do Éden, Deus resolveu fazer uma nova experiência: observar o desenvolvimento e crescimento da população humana. Para isso deu uma ordem muito simples: Crescei e multiplicai-vos.


Passadas algumas multiplicações, Deus observou que mandar as pessoas cruzarem-se ao acaso não era assim tão boa ideia; começaram a aparecer descendentes com distúrbios genéticos: albinismo, anemia falciforme, fibrose cística, etc. E Ele notou que esses distúrbios ocorriam principalmente em descendes de cruzamentos consanguíneos.

I: 1 - Adão, 2 - Eva; II: 1 - desconhecida, 2 - Caim, 3 - Abel, 4 - desconhecida.
Imagem modificada desta.  

 Então Deus deu uma nova ordem: Crescei e multiplicai-vos, mas apenas com os seus parentes afastados. Sim, primos contam como parentes afastados.

E foi assim que o incesto se tornou um tabu.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Porquê os rapazes olham para o traseiro e as meninas olham para os bíceps

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“Tarado!” Esta é uma frase que provavelmente muitos homens já ouviram das mulheres aquando de serem pegos olhando para o traseiro ou seios destas. No entanto as mulheres fazem a mesma coisa, mas têm por hábito lançar olhares discretos aos bíceps dos homens. Em ambos os casos, não há motivo para condenação uma vez que se tratam de actos necessários.


O ser humano vive e aprende, e embora a maior do conhecimento seja mera conjectura, por coincidência ou não, tem sido útil na determinação da sua sobrevivência e perpetuação. Todo esse conhecimento é registado sob forma de moléculas de ácidos nucleicos no DNA e passado às descendências. Portanto, embora existam muitas coisas sobre nós que não compreendamos, o nosso corpo usa as informações pré-guardadas para agir de maneira que achar mais correcta. 

Choro:
hoje: comportamento banana;
outrora: um espectacular mecanismo de sobrevivência.

Por exemplo, em termos de reprodução, o homem há muito vem assimilando a relação entre a estrutura anatómica da mulher e sua capacidade reprodutiva, assim como a mulher relaciona a estrutura anatómica e o status social do homem com a sua capacidade para lhe fornecer protecção e boa qualidade de vida. A conclusão chegada é de que mulheres com maior bunda, mais cintura, maiores seios e, em geral, mais cheiinhas são melhores para reprodução. Enquanto homens com mais músculos e posses são melhores fontes de boa vida.

Mulheres com maior pelve (mais conhecida por bacia) têm mais facilidade em dar à luz, enquanto que mulheres com cintura mais fina provavelmente desistirão de ter filho depois do primeiro, a menos que tenham uma grande força de vontade ou falta de opções. Por outro lado, homens com mais músculos têm o poder de causar intimidação aos seus oponentes e realizar tarefas mais pesadas; igualmente, homens com status têm o poder de conseguir que se faça as coisas que ele quer.

Silicone: factor de confusão.

Portanto, não é uma questão de se ser tarado, mas sim de avaliar a continuação da espécie. Mais recentemente, com a modernização e globalização, esses pensamentos, outrora passados de pais para filhos, têm sido fortemente suprimidos na hora da avaliação do parceiro; o que leva as pessoas a estranhar e até repugnarem tais actos instintivos como é o de “galar” uma pessoa. O sexo sem reprodução torna-se um acto desprovido do seu fim, torna-se mais um enfeite do que um utensílio para o fim que foi que foi desenhado. 

sábado, 30 de julho de 2011

Porquê eu te removi ou vou remover da minha lista de amigos no facebook e outras redes sociais - parte II

2 coisa(s) escrita(s) depois

1.      Não tem graça ler o diário de outra pessoa a menos que esse diário seja secreto


Ler o diário secreto de uma pessoa é uma coisa erradamente excitante; aquele medo de ser pego, a ansiedade para descobrir as memórias e fantasias obscenas registadas naquelas frágeis e valiosas folhas, enfim uma coisa de outro nível, mas ser oferecido um diário, assim como todo mundo para ler sem eu ter nem vontade é simplesmente decepcionante e até deprimente. Mas tu tens 3 blogs. Eu sei, mas eu convenientemente não tenho uma vida pessoal, por isso não há nada que possam dizer sobre mim. Obrigado House.

O diário secreto mais lido do planeta.
                                                                             via: Literatura NLS - 1º B

Uma coisa muito interessante que reparei nessas redes sociais é a facilidade que as pessoas têm de expor as suas vidas, até aos mínimos e sórdidos detalhes. Eu não me registei nessas redes para ler no meu feed que escreveste: perdi a minha virgindade há pouco no banheiro de um metro com uma pessoa que provavelmente só voltarei a ver no dia do São Nunca à tarde. Na verdade acho isso fantástico, e fico contente por ti porque vejo que agora já não precisas de ficar com vergonha por seres virgem, mas poxa, isso não me interessa. Mas isso não é o pior, o pior são as pessoas que reclamam da sua vida e expõe os seus problemas (como eu estou a fazer agora) demonstrando que são doentiamente carentes. Uma dica: receber muitos “Gosto” no status: a camisinha furou e acho que estou grávida!!!! :( só ajuda em nada.  

Agora que já sabes, podes remover-me da tua lista de amigos,
 isso se eu já não te removi.
                                                                                                      via: Bluntcard

Bom, e para alem destes tem aqueles que querem converter todo mundo à força, aqueles que querem compartilhar a sua felicidade com todos contando sobre todas as festas que foram durante a semana e fim-de-semana, aqueles que comentam por tudo e por nada, etc. São toda essa gente que se quer tornar em mini-celebridades, que está mais preocupada com o que os outros pensam do que com o que eles próprios pensam de si mesmos. Crianças carentes que precisam desesperadamente de atenção.

O que mais me preocupa é que talvez estejamos a criar uma nova língua que eu nem entendo. Se o diário fosse escrito em códigos pessoais aí era uma maravilha, mas o que usam são typos, erros ortográficos, e um bando de abreviações que nem sei que significam. Juntando a isso tem o uso excessivo de pontos gramaticais, e os emoticons que dão até medo.

Medo, muito medo.

E com tudo isso eu cheguei a uma questão: será que estamos a ficar mais burros que já somos? (Peço desculpa ao burro por usar seu nome para insultar o homem.)



1.   Jogos viciantes que viciam mesmo 

      Há algum tempo andei a jogar no facebook um jogo chamado Farmville. O jogo consiste basicamente em cuidar-se de uma quinta. Parece chato, eu sei. Mas quem diria que semear, apanhar ovos, ir vender à cidade e construir armazéns era divertido e altamente viciante; tão viciante que eu passava horas naquela brincadeira. Felizmente parei a tempo.

A realidade.
                                                                                                   via: DEALSPWN 

São jogos tão simples e aparentemente inofensivos como esse que tornaram e continuam a tornar muitos dos utilizadores do facebook verdadeiros fanáticos que esquecem até da realidade. E os “amigos” do facebook ainda te matam por não lhes mandar pregos.

A loucura.
                                                                             via: CollegeHumor
                                                        (clica na imagem para ver maior)

O esquema pode ser um meio de controlo mental. Prepare-se que vêm aí as teorias de conspiração; esses jogos é tão simples e ao mesmo tão diabólico que podia ser um projecto do governo para testar aptidões dos cidadãos, ou podia ser um projecto de aliens que querem dominar o planeta. Esses duas teorias são espectaculares e realizariam o desejo de muita gente, mas o que segundo os cientistas se passa é que esses jogos estimulam um determinada área do cérebro que por sua vez produz as hormonas de prazer que nos fazem sentir muito relaxados e de bem com a vida.



1.      Pais irresponsáveis + redes sociais = pedófilos de ocasião e pedófilos profissionais indo para a cadeia

Se alguém te perguntasse qual é a maneira mais rápida de ir à cadeia, provavelmente dirias: quebrando aquela montra de vidro ali; eu digo: adicionar gente muito jovem e desconhecida à tua lista de amigos.
Esclarecendo dois pontos aqui:
1.      É muito difícil olhar para um adolescente, sobretudo em países desenvolvidos, e dizer sua idade correcta;
2.      Nós somos um conglomerado de genes egoístas que ao longo do tempo desenvolveram técnicas de reconhecimento dos melhores meios de reprodução, isto é, aprendemos a determinar a importância de um corpo na continuação da nossa espécie.



Esclarecido isso, não se espera que uma pessoa vá saber idade correcta de um adolescente e nem ficar sem reacção quando ver um corpão naquela foto de perfil. Para os hipotéticos pedófilos que estejam hipoteticamente a ler este blog nem pensem em usar este argumento como defesa quando forem pegos, porque vocês são profissionais e sabem distinguir.
Nessa brincadeira de criar amizade com que não se deve e depois fazer um encontro cara a cara, muita gente vai parar à cadeia.

Muitos pais não sabem que os seus filhos menores de idade estão a postar fotos indecentes em redes sociais, e mais filhos menores de idade não sabem que essas suas fotos indecentes estão a ser postadas em sites pornográficos. É isso mesmo. Condeno essa atitude de publicar fotos íntimas sem permissão, mas condeno mais ainda a irresponsabilidade dos em lançar essas fotos na Web. Eu não me importo que gostes de mostrar o teu corpo, exprimir o teu narcisismo, a sério que não me importo, mas por favor não me meta no meio da confusão.


Bom, é tudo. Se tiver alguma queixa pode deixar aí na secção de comentários, e se fores um dos amigos que removi eu vou ignorar.

domingo, 3 de julho de 2011

Porquê eu te removi ou vou remover da minha lista de amigos no facebook e outras redes sociais - parte I

4 coisa(s) escrita(s) depois

Anos atrás fiz a minha primeira entrada numa comunidade virtual onde se podia partilhar de tudo, essa comunidade era o agora extinto hi5. Já está extinto, certo? Há três anos larguei o hi5 e entrei para o facebook. Na verdade apesar de essa entrada ter sido puramente acidental agora que eu penso nisso era até inevitável.

A princípio comecei por adicionar gente conhecida: familiares, colegas de liceu, colegas de faculdade e gente com quem queria conversar. Com o passar do tempo comecei a aceitar pedidos de amizade de tudo o quanto é gente, ou assim parecesse; talvez fosse pela curiosidade ou talvez fosse para estabelecer o meu status social, uma vez que este agora é definido pelo número de amigos virtuais que se tem e pela quantidade de comentários que se recebe (recentemente mudado para Gosto, pelo facebook).

Foi só parar para pensar um pouco que comecei a eliminar um bando de “amigos”, mesmo aquelas meninas com seios grandes, ou aquelas que não tinham nem medo e nem pudor de mostrar até as partes do corpo que a sociedade nos ensinou a manter mais escondidas que o continente Atlántida. Se tu estás entre os eliminados e estás a perguntar: Porquê, meudeusdocéu, porquê?, eis aqui algumas razões:

1.      
      Relacionar com o ser humano não é o meu forte                     

      Sei que tenho 3 blogs, mas a verdade é que eu sou bastante tímido e complicado no que toca a interagir com outras pessoas ou seres vivos capazes de julgar os outros.
Gosto de discutir com os meus colegas, ter uma boa conversa, mas isso é o tipo de coisas que só acontece muito raramente, quando tenho a oportunidade de encontrar uma alma perdida como eu que tenha paciência e cabeça para conversar sobre temas que pessoas normais não conversam, como por exemplo as reais implicações da viagem no tempo, a possibilidade de uma guerra nuclear no futuro e a razão pela qual as pessoas acham engraçado um vídeo onde um bebé morde o dedo do irmão.

I move in the shadows.
Portanto, para mim está fora de questão comentar aquela tua piada sem graça sobre o Justin Bieber, a tua foto a fazer placking com os teus amigos naquela passadeira movimentada ou então o estado do teu relacionamento, em que passaste de solteiro para ‘numa relação e é complicado’. A sério, não tenho pachora para isso; provavelmente acabaria por te ofender por achar tudo isso não da minha conta. Embora recentemente tenha deixado uma pegada de comentários e gostos, seguindo o concelho de alguns dos meus colegas para ser “menos anti-social.”


2.      A minha caixa de correio está cheia de notificações inúteis 
     
      É que não tem dia que vou ver o meu correio electrónico e não acho pelo menos 3 notificações de actividades em redes sociais, e o pior é que a maior parte dessas notificações não me interessam, não têm nada de nada a ver.

Foste identificado numa foto. O quê? Eu? Vou lá ver e o que encontro é uma foto de alguém que nem conheço marcada com vários nomes para além do meu. Perae. Eu morri e nem dei conta? Porque sim, eu não apareço nessa foto, então isso significa que sou um fantasma e só essa pessoa me pode ver. Não, eu não morri, explica o centro de ajuda da rede social, o nosso sistema permite identificar várias pessoa presentes numa foto, infelizmente para ti isso não implica que a pessoa esteja MESMO na foto. Ufaaaaa… Fico aliviado.

Eu, depois do pé grande, devo ser o ser vivo de que se tem menos fotos tiradas.
                                                                                                                           via: weird things  

Perae; o quê?; isso quer dizer que sempre que um desgraçado marcar-me na sua foto eu vou receber uma notificação? Sim. Poxa. Mas podes mudar a configuração de privacidade e desabilitar a opção de receber notificações quando fores identificado numa foto. Hum… mas isso implicaria que se eu estivesse mesmo numa foto em que fui identificado não iria receber notificação também. Exactamente. E pronto, qual a solução: eliminar esses desgraçados que marcam toda e qualquer foto com o meu nome da minha lista de amigos. Problema resolvido.

E é claro que as notificações não ficam por aí, tem ainda os avisos de aniversário, eventos, menções do meu nome em comentários, alguém publicou algo no meu mural, alguém mandou um pedido para jogar um jogo sei lá do quê, e por aí afora. É que noutro dia até recebi mensagem daquela rede a dizer que estava a sentir a minha falta. Sério? Fiquei corado.not.
Agora já imaginou se a caixa de correio (ainda?) fosse real?

sábado, 21 de maio de 2011

Guia: Como Criar Uma Religião para Totós

4 coisa(s) escrita(s) depois

Criar uma religião pode parecer algo penoso e difícil, mas na verdade é bastante simples, ainda mais porque  já estamos programados para acreditar. Uma boa propaganda e uma boa gerência é tudo o que precisas para dominar o mundo.

Lembras-te daquela roupa grotesca que lançaram em promoção daquele filme horrível que lançaram dois anos atrás que agora sentes vergonha de usar, mas na época parecia a coisa mais fixe do mundo? Pois é, isso só prova que tu queres acreditar.  Repare que quando surge uma nova tendência da moda, tecnologia, produto de dieta, grupo idiota no facebook, corremos logo a aderir-nos a esses eventos, que na época pareciam espectaculares, mas que vistos  5, 10 ou 20 anos mais tarde parecem ridículos.

Disponível em igrejas,  parlamentos
e qualquer outra organização manipuladora do povo.


Trazendo a solução (com palavras confusas e muitas promessas)

Para venderes o teu produto não te baseies em acções simples e de fácil entendimento, em vez disso use palavras vagas, ofuscadas e atraentes. Se tiver de ser invente novas palavras que te façam parecer perito na matéria, e que tornem o teu culto numa novidade, mesmo que essas palavras não tenham significado nenhum. Seja entusiástico e caloroso nos teus discursos, isso contagiará as pessoas ainda mais deixando-as ver o que quiserem ver.

O poder da poder da psicologia.
                                                                                                                   via: Phil's Blog Of  Neglect

Nesta fase os dois aspectos mais importantes a serem tidos em conta são: a promessa de algo grandioso que vai mudar a vida das pessoas e a indefinição das tuas palavras.  As pessoas querem soluções simples e rápidas, então aproveita-te disso recorrendo a conceitos e métodos primitivos de crenças da humanidade.


A tarefa de manter os seguidores (e conseguir mais seguidores)

Depois de obteres os teus primeiros seguidores há que mantê-los teus seguidores, porque embora sejam teus seguidores eles ainda são humanos e por isso susceptíveis ao tédio e ao cepticismo. Esses dois factores são ameaças directas e imediatas ao teu culto. O tédio afasta as pessoas, o cepticismo faz as pessoas pensarem. Então eles devem ser eliminados.

O tédio pode ser prontamente eliminado ocupando os órgãos sensoriais das pessoas, isto é, basta dar um espectáculo e o tédio vai embora. O cepticismo normalmente surge de pessoas inteligentes, mas não se preocupe porque embora não pareça as pessoas inteligentes são as mais susceptíveis a acreditar em balelas. Basta que lhes apresentes uma lógica qualquer que torne o teu esquema em algo que faça sentido e pronto. A mistura da religião com a ciência cria um elemento explosivo milhões de vezes mais poderoso que cada uma dessas áreas em separado.

      Ilustrado: A combinação absoluta.

                                                                                                                                                                       via: Ciência vs Religião

Com esses problemas resolvidos serão os teus próprios seguidores a trazerem novos fiéis.


Hora de organizar as coisas (fazendo parecer uma religião de verdade)

Agora que já tens muitos seguidores começa a ficar mais difícil manter a ordem na casa. Para aliviar essa tarefa o que tens de fazer é dar graus hierárquicos aos teus seguidores. Isso permitirá que eles fiquem de olho em si mesmos. Para além disso há que dar tarefas; exija-lhes rituais. Fazer uma lista de coisas (regras) que vão contra o ser supremo e que pode custar-lhes a vida.

Vale qualquer ritual.

                                                                                                                                      via: Bizarrices LOL

Tu para eles, os teus seguidores, és um profeta, portanto não os desiludas. Portanto mantenha-os cativos e esperançosos através de estórias de mudança que te aconteceram promovidas pelo teu ser supremo. Fale de anjos, fadas e outras criaturas de um mundo maravilhoso, mas não basta falar, há que fazer parecer que existem mesmo.


Os maus da fita (o ódio que nos mantém unidos)

O que mais nos mantém unidos não é o gostarmos das mesmas coisas, mas sim o odiarmos as mesmas coisas, porque isso é a única coisa que nos leva a trabalhar em conjunto por vontade própria… na maior parte das vezes. Este princípio não funciona apenas para casais que não têm quase nada em comum, funciona também para um bando de gente perseguindo um objectivo comum, e é isso que as religiões têm posto em prática mantendo os seus seguidores sempre unidos e fiéis.



Fico emocionado quando vejo-os trabalharem juntos
                    por um mal bem comum.
                                                                                                                             via: The Baptist Link

Não tens um inimigo? Não faz mal; invente. Não te preocupes que o inimigo seja apenas imaginário, porque as pessoas preferem acreditar que a mudança é resultado de algo místico do que resultado de muito esforço. Enquanto isso o teu cofre vai se enchendo.

Última coisa: se os seguidores perceberem que o teu "deus" é aquele ursinho ao qual dormias agarrado quando eras pequeno, e que também és um charlatão, sentirás a paixão desses seguidores não sob a forma de beijos e adoração, mas sim sob a forma de pesadas, pauladas e outras formas de libertar a frustração provocada por uma sexualidade reprimida, agora libertada e enganada. Por isso é melhor teres as malas preparadas.

[Parcialmente baseado]

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Cientistas malvados da vida real: Josef Mengele

5 coisa(s) escrita(s) depois

Sabe aqueles cientistas loucos de filmes de ficção científica, bandas desenhadas e séries de tv, que estão sempre a fazer experiências terríveis, inventando criaturas e engenhocas que fazem a diversão da família? Pois, esses mesmo. Lamento te informar que esses génios do mal são inspirados em cientistas malvados reais que fizeram experiências terríveis, mas que infelizmente não tinham nada de cómico.
Um exemplo desses cientistas é o Dr. Josef Mengele, também conhecido como Todesengel (Anjo da Morte).

Josef Mengele, o Anjo da Morte.

Josef Mengele estudou medicina e filosofia na Universidade de Munique. Durante os seus anos de faculdade descobriu e apaixonou-se pela genética tornando-se um dos principais contribuidores para a eugenia nazista (melhoramento genético ou aprimoramento humano segundo a ideologia de pureza racial); aprendeu com o Dr. Ernst Rudin que as criaturas indesejadas devem ser eliminadas (isso incluía os judeus, os deformados e os homossexuais). 

Sua paixão pela eugenia finalmente deu frutos quando ele foi designado oficial médico chefe da principal enfermaria do campo de Birkenau. Ele realizava experiências macabras no campo de concentração nazista de Ausvhwitz, na Polónia. Obcecado por gémeos, ele matou em suas experiências cerca de 90% dos gémeos que entraram no campo. Para além disso tentou provar que os anões eram o resultado da excessiva miscigenação, injectou tinta azul em olhos de crianças, amputou e conectou membros dos prisioneiros. Os sobreviventes das experiências eram dissecados para estudo.

Bloco 10, onde Mengele realizava suas experiências.

                                                                                                        via: wikipedia

Felizmente o império nazi foi derrotado pondo assim fim a essas experiências macabras, pelo menos no campo de concentração de Ausvhwitz, porque segundo o que consta Mengele pôs-se em fuga, indo para a Argentina onde permaneceu por algum tempo, depois Paraguai e por último foi passar o resto da sua vida numa favela em São Paulo, no Brasil sob o falso nome de Pedro Gerhard, e por todos esses lugares onde passou ele continuou as suas pesquisas.

Vítimas e futuras vítimas de Mengele no campo de concentração.

Josef Mengele morreu afogado numa praia em Bertioga. Sua morte só foi comprovada em 1992, 7 anos depois do seus ossos serem descobertos, quando um exame de DNA feito na Inglaterra e comparado com o DNA do seu filho comprovou que se tratavam mesmo dos restos mortais de Mengele.

Descoberta dos ossos de Mengele.

O Dr. Josef Mengele inspirou a criação de vários personagens literárias, como no livro Os meninos do Brasil (The Boys from Brazil), de Ira Levin, onde ele é Gregory Peck. Também ganhou vida no cinema através de personagens como o Dr. Khristian Szell (Laurence Olivier) do filme Maratona da morte (Marathon Man, 1974), e foi tema da música "Angel of Death" da banda de thrash metal Slayer lançada no CD Reign in Blood em 1986 e também da banda brasileira Dorsal Atlântica com a faixa "Joseph Mengele".